Prólogo do livro: Por que Deus é Geométrico
 

 

         Não existe encerramento sem abertura. Não existe algo acabado que não começou. Não existe um final sem um início. Não existe um futuro sem um passado.

Muitas vezes, as fases intermediárias também têm um papel importante neste exercício de causa e efeito. São os meios, os entretantos, os entremeios, e o tão conhecido presente. Porém à luz da evolução, só poderemos intuir para onde vamos, o que faremos, e o que acontecerá; se soubermos o passo anterior. De onde viemos, o que fizemos, e o que aconteceu.

Por conseqüência, tais aspectos tornam-se também premissas básicas para o pleno entendimento das circunstâncias que nos envolvem. E talvez seja por isso que muitas incógnitas ainda permeiam a nossa compreensão em relação ao mundo em que vivemos. Efetivamente, sabemos muito pouco sobre como tudo começou.

Todavia, a simples reflexão sobre este fato, abre uma nova perspectiva. Faz com que, de simples seres que nascem, crescem, amadurecem e morrem, nos elevemos a condição de coadjuvantes de uma peça maior, mesmo que interpretando muitas vezes papéis secundários. Tornamo-nos parte de um espetáculo transcendental, o da misteriosa evolução do universo.  

Então, abandonando a condição de meros espectadores, que sentados e acomodados, vêem passivamente o tempo fluir, passamos a ficar ligados a este espetáculo pela luz maior que há dentro de nós, por aquilo que possuímos de mais sublime e ainda não conseguimos descortinar. A intuição Macrocósmica.

Comecemos então a tomar consciência de que o aprendizado com a realidade aparente não é o único meio para o conhecimento. Procurar por trás desta realidade algo mais abrangente, mais envolvente e mais sublime, é o objetivo que cabe a cada um nós perseguir e efetivamente alcançar.

Que sigamos então por este caminho, pois é nele que veremos a verdadeira essência do Divino.